quinta-feira, 17 de julho de 2008

MemeMosaico

Aqui fica o meu mosaico, que como podem ver não tem furos, nem respostas a perguntas de pinheiros.


Estas são as perguntas às quais eu respondi.
1.O seu primeiro nome?
2.Comida preferida?
3.Em que escola estudou?
4.Cor favorita?
5.A sua «celebrity crush»?
6.Bebida preferida?
7.Férias de sonho?
8.Sobremesa preferida?
9.Carreira de sonho?
10.O que mais ama na vida?(in english)
11.Uma palavra para se descrever?
12.Nome de utilizador do Flickr (se não aparecer nenhum resultado, usem um de outro site qualquer(in english)) ?

Vejam lá se descobrem as respostas às perguntas(...duvido...)!

P.S (que para quem não sabe quer dizer Post Scriptum) - é dispensável responder à primeira pergunta

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Dança


Dança de vida
do Diabo e outros
temerários corações
em procura do Graal
ou de outros cálices
brilhantes e reluzentes
fálicos ou morais.
Vidas Diferentes
Céus e Deuses
Significado acima de tudo
Mas o que fazer quando o significado
é insignificante??
Quando as nossas acções rodopiam no caos
num vórtice erótico
numa corrente de nada??
Simples.
Continuar
pois a estrada para aí serpenteia!
Os meus actos importam
mas cairão no vaso negro do esquecimento
ou abrirão as portas da imortalidade??
Perdurarei na vasta escuridão
da solidão
não orgulhosamente sós
mas olhando o céu estrelado
quando também ele perder o significado??
A vida não deveria ser aleatória
um passo de tango errante
ou uma valsa de montanhas brancas e enrugadas...
Mas não passa de uma dança
que entre passo e pirueta
beijos e abraços
nos enrola nos seus braços fraternais
no qual cumprimos o nosso papel.
Pois embora a memória perdure
também o tempo
mas este sem rival
orgulhosamente só.
Então quando o vinil
quente
humano
parar de tocar
e a derradeira estrela se apagar
que acabe a Dança
mas até lá
Dance-se...


domingo, 4 de maio de 2008

Procura


Procuro
pois vivo:
Deus ou a Verdade?
Uns procuram a verdade de Deus
eu quero a minha.
E procuro-a...
Deus não me seduz,
não me enriquece,
não me satisfaz...
Porque não encontrar os dois??
Serão estes valores
verdade
e fé
tão antitéticos
como a luz e a escuridão?
Sim
A verdade
que procuro
que acredito
que me dá rumo
e que me ilumina
na escuridão da dúvida,
tem lugar para teorias
caminho para o desconhecido
interpretações malditas
errantes
tolas
Bem intencionadas
Compreensão infinita...
Disseram uma vez os poetas Hetfield e Ulrich:
Segue o Deus que falhou!
Mas não...
Não quero falhar
As minhas acções importam
para alguém
Não posso falhar...
Quero viver
aceso
acossado pela vontade
ânsia
veneração pela verdade
procuro-a então incessantemente
pois enquanto houver respostas
há esperança.
Quando se dissiparem as dúvidas,
se desvanecerem as perguntas
desvaneça-me eu também
pois encontrei a verdade.
A derradeira verdade...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Noite


Sentei-me debaixo das estrelas
Misteriosas
Luzes de marinheiros
Almas de poetas
Corações de caminhantes.
A calçada estava fria
O sol tinha partido já fazia muito tempo.
O luar resplandecia,
iluminava e encantava.
Olhei as folhas,
nas suas enrugadas faces
espelhava-se a lua,
o seu franzino caule dançava com a brisa,
os ramos abraçavam seus filhos
com ardor
calorosamente
pois só estavam prontos para voar com o vento
aquando do festival Outonal
Uma sinfonia de vida
uma homenagem à mãe.
Encostei-me então ao tronco
Forte
Majestoso
Pai e piedoso.
A sua volátil sombra
espectro cinzento
assustava os tolos
e encantava as palavras.
Levantei-me e caminhei pela relva
verde e fresca
molhada pela primeira gota de orvalho
brilhante
transparente
e a sua essência de sol
o primeiro raiar
um arco íris preso
conformado
belo
que me inspira.
Olhei então o horizonte
longínquo
esculpido nas montanhas
escavado em vidas
regado de chuva
sedento de lágrimas
e saudade,
percorrido pelas estradas
e pela Estrada.
Sobre ele
nascia o sol
esperado
venerado
omnisciente
Deus.
As cores estavam de volta
e a música
do chilrear dos pássaros,
do zumbir das abelhas
e do polinizar dos beija-flor
e com eles parto para me sentar noutra calçada fria
olhar outro luar
Escrever outro poema...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

25 de Abril Sempre!!!!!!!!

Sentei-me no jardim, na terra aquecida pelo solarengo dia que se vivia.
Estava no meio das flores e do chilrear dos pássaros.
Gentilmente toquei as ásperas pedras quentes que estavam a meu lado.
Olhos do mundo.
Perto delas estava um cravo
Fraco e débil
Saudoso do lar
Uma qualquer espingarda de Abril
Uma qualquer arma da revolução...
A Liberdade
O espírito perdeu-se
ou Evoluiu
o cravo vermelho foi esquecido
Mas naquele dia e nos outros eu era livre
Mesmo se nem sempre o valorizei.
Contudo
o cravo de Portugal
ou Portugal num cravo
jaziam no chão...
Propósitos perdidos
Ideais corrompidos.
A Liberdade não era a mesma
Coisas que não deviam ser esquecidas estavam perdidas.
Olhei o Céu e as Árvores e pedi conselhos.
Então num virar da ampulheta
Olhei à minha volta e vi cravos vermelhos
Até onde o olhar alcançava
E quem sabe mais além.
A Liberdade de Abril
do Abril da Liberdade
subsistia.
Estava de novo viva.
Empunhada pelos jovens.
Então peguei na mais bela das pedras que estava ao meu lado
E tentei vergá-la mas não fui capaz.
Era Portuguesa e livre.
Tal como eu
Tal como nós.

25 de Abril Sempre!!!!!!!!